DE VOLTA AO PLANALTO
O ex-presidente Lula aceitou a cadeira na Casa Civil e, ao final da tarde, em edição extraordinária do Diário Oficial, foi nomeado, ontem, ao cargo de ministro. A nomeação desencadeou uma série de protestos em todo o país.

No clima ficou mais tenso quando o juiz federal Sérgio Moro abriu o sigilo das gravações da Operação Lava Jato que envolviam Lula. A liberação foi feita antes da nomeação do ex-presidente.

Entre os vários áudios divulgados, há uma conversa entre Lula e Dilma que indica que a troca na Casa Civil teve como objetivo garantir foro privilegiado ao ex-presidente, investigado na Lava Jato. Na opinição de vários juristas, há alegação de irregularidade na divulgação dos áudios. Os ministros do Supremo Tribunal Federal não se manifestaram.
Na Câmara dos Deputados, houve bate-boca, pedidos inflamados para a renúncia e acusações de golpe. O PRB anunciou a saída do governo tão logo foi informada a troca na Casa Civil.

UM MINISTÉRIO TODO SEU
Na sequência de atos, Dilma Rousseff transformou a Secretaria da Presidência em ministério e nomeou Jaques Wagner para ocupá-la. Wagner saiu da Casa Civil para dar o lugar a Lula.


 

POST SCRIPTUM
Em entrevista coletiva, Dilma negou a possibilidade de trocas no Ministério da Fazenda e no Banco Central. Ela descartou também a possibilidade de usar as reservas internacionais para financiar investimentos. Para dar mais segurança aos mercados, Dilma lembrou que os oito anos de governo Lula tiveram uma gestão ortodoxa da economia.

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