FORÇA-TAREFA

Mas da metade dos 98 indiciados na delação da Odebrecht são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. As penas desses crimes, somadas, podem ultrapassar 20 anos de prisão. Se abertos, os processos podem durar anos e não garantem a condenação. Ministros do Supremo já defendem a criação de força-tarefa para agilizar os trabalhos nos inquéritos abertos.

VALORES

As delações da Odebrecht revelaram R$ 945 mi em pagamentos à políticos em troca de favorecimentos em projetos de interesse da empresa. Além disso, a empreiteira admite ter distribuído US$ 3,39 bi nos nove anos, por meio do seu “departamento de propinas”. São mais de R$ 10 bi, no cambio atual.

PROVAS DIFÍCEIS

Analistas avaliam ser difícil definir culpados nos inquéritos abertos em função da delação da Odebrecht. Mais da metade dos inquéritos apuram apenas a aceitação de doação de campanha em troca de benefícios para a empreiteira. Há relatos de agentes públicos que teriam ganhado propina em licitações, entre outros relatos. Os envolvidos dizem que foram “obrigados” a participar do esquema.

NO MUNDO – A TURQUIA

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, conquistou 51% dos votos no plebiscito que troca o sistema de governo. A Turquia passará do parlamentarismo ao presidencialismo. A oposição aponta fraudes no processo. Com a vitória, Erdogan poderá nomear juízes e aprovar o Orçamento. O presidente disse que pretende propor um novo plebiscito para instaurar a pena de morte no país.